terça-feira, 27 de abril de 2010

Alinhem-se, julguem....

Está aberta a triste temporada do desespero de Sabão

Conformação I

Finalmente tudo volta ao seu lugar;

Apenas meu coração desolado

Espera seu perdão calado

Calmo, endurecido e sem lar.

Não farei uma trova por você

Serei responsável pelo o que fiz

Brindarei ao dono do nariz

Que de você se lembra pra esquecer.

Sei do meu erro, meu bem.

Não sinta dó,

Só me deixe só,

Não negue ninguém,

Não me ligue, por favor.

Senão, trago-lhe uma flor...

E daí te quero,

Desejo,

Me perco em tuas curvas, teu rosto, teu riso e cabelo.

E tudo recomeça.

Cem anos de carinho no braço.

É o que pago!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pega essa!

A saudade que eu queria*

As lembranças deveriam ser só lembranças.

Mas elas têm uma outra ligação com os homens.

São carregadas de melancolia,

Enquanto deveriam ser maníacas.

Em muitos ela é causa de depressão,

Ou no mínimo, o saudosismo é melancólico.

Transforma os homens em grãos de areia

Inertes em tempestades desérticas.

O saudosismo é a pior sensação

Que nos liga ao passado.

É o freio do presente, âncora do futuro.

Lembrar com saudade

É rasurar o rascunho do amanhã.

O passado deve ser adiado,

Deve ser o livro que nunca deveria ser lido,

Cujo simples desempoeirar nos mostrará

Nosso antigo erro.

Para enfim, criarmos novos.

E a história se repete...

A saudade é terrível,

É a pior sensação do porvir.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eis que surge o improvável...

A caminhada de Vitale

Não peguei nenhum atalho

Para chegar onde estou

Por isso não cheguei a lugar algum.

Estou no meio da estrada

Esperando uma carona

Enquanto ninguém passa.

Vou caminhando

Sem pressa,

Mas não devagar.

Para os que passam sou suspeito

O lugar algum sempre vem ao meu encontro.

Passo a passo.